TEMA: Possibilidades
de projetos de pesquisa científica
Nossa aula foi:sexta-feira,
31 de janeiro de 2025 .
EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
HABILIDADES
Definir recorte temático dentro da problemática em estudo.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Tema
CONTEÚDO
Tema
METODOLOGIA:
Objetivos da Aula:
Apresentar aos alunos a importância da pesquisa científica no entendimento e solução de problemas sociais, ambientais e históricos.
Oferecer exemplos de questões-problema para estimular a criação de projetos futuros.
Desenvolver habilidades de leitura, análise crítica e discussão em grupo.
Incentivar os alunos a identificar temas de interesse para futuros projetos de pesquisa.
Para tanto nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Iniciar a aula com uma conversa sobre o que é Iniciação Científica e o seu papel na resolução de problemas.
Explicar o conceito de questão-problema em um projeto de pesquisa.
Entregar o texto sobre uma questão-problema escolhida, como “Por que existe fome no mundo?” ou “Como quebrar as barreiras entre as classes sociais?”.
Fazer a leitura coletiva ou individual, garantindo que todos compreendam o texto.
Levantar questionamentos e estimular a troca de ideias entre os alunos sobre possíveis causas, consequências e soluções para o problema.
Dividir os alunos em grupos. Cada grupo escolherá uma das questões-problema apresentadas e deverá propor:
Uma hipótese inicial.
Possíveis etapas de pesquisa para investigar o tema.
Métodos de coleta de informações, como entrevistas ou pesquisas em fontes confiáveis.
Cada grupo compartilhará suas ideias com a turma.
O professor fará comentários e orientações sobre como transformar essas ideias em projetos de pesquisa.
Retomar os principais pontos discutidos.
Explicar que nas próximas aulas outros temas, como “Como os lixos no espaço sideral podem afetar o sistema solar?”, “Como curar o TDAH?” e “Como surgiu o histórico de todos os campeonatos de futebol?”, serão explorados.
MATERIAL:
Fome no mundo
Os conflitos e as guerras estão entre as principais causas da fome no mundo. Hoje, mais de 800 milhões de pessoas convivem com esse problema, especialmente na África e Ásia.
A fome no mundo afeta hoje 811 milhões de pessoas, concentrando-se principalmente nos continentes africano e asiático. Essa condição é caracterizada pela falta de nutrientes essenciais para a manutenção do organismo e é causada por diversos fatores, como a pobreza, as desigualdades sociais, as crises econômicas, os conflitos e guerras civis e internacionais, além de ser intensificada pela crise climática e fenômenos como secas severas e inundações. As consequências da fome no mundo vão desde a subnutrição até a morte por desnutrição nos casos de maior gravidade.
Resumo sobre a fome no mundo
A fome é um problema que afeta 811 milhões de pessoas em todo o mundo.
Os fatores que causam a fome no mundo são vários, dentre os quais estão a desigualdade social, a pobreza, os conflitos e guerras, as crises econômicas, a má distribuição de alimentos e o manejo inadequado dos recursos naturais.
Condições climáticas e fenômenos naturais, como as mudanças climáticas, inundações e secas severas, podem também causar ou agravar a fome no mundo.
A fome pode ser classificada em aguda (temporária), crônica (duradoura) e oculta (falta de nutrientes fundamentais).
A África e a Ásia são os continentes que concentram a maior parcela da população faminta do mundo.
A fome é uma realidade também no Brasil, afetando 15,5% da população do país.
A desnutrição é a principal consequência da fome, podendo levar ao aparecimento de doenças correlatas e até à morte.
O que é fome?
A fome é definida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) como a dor ou desconforto que decorre do consumo insuficiente de nutrientes responsáveis pelo fornecimento de energia ao corpo humano. Ela é compreendida também como um fenômeno que acomete uma parte da sociedade e tem as suas causas associadas a questões econômicas, sociais, políticas e de organização espacial, além de apresentar dimensões naturais relacionadas ao clima e aos recursos naturais.
Causas da fome no mundo
A desigualdade socioeconômica é uma das principais causas da fome. Esse aspecto é característico do sistema econômico vigente em praticamente todos os países, sendo marcado pela enorme discrepância entre a renda e a qualidade de vida da parcela mais abastada da população e da parcela mais pobre, que forma um grupo maior de pessoas. Associada às desigualdades socioeconômicas está a pobreza e a insegurança alimentar em todos os níveis, sendo a fome considerada insegurança alimentar severa.
Além da má distribuição da renda, a distribuição desigual de alimentos pelo mundo faz com que haja escassez em muitas áreas. Soma-se a isso outras questões, como o desperdício e o modelo de produção agroexportador vigente em diversos países, como no Brasil, os quais enviam boa parte do que é cultivado para o processamento em outros territórios, que, em alguns casos, destinarão esses produtos a outros fins que não a alimentação direta (produção de óleos e ração animal, por exemplo).
Crises políticas, econômicas e sanitárias (como pandemias) também aprofundam os problemas sociais que são responsáveis por ampliar o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, como a redução da renda e do poder de compra da população e o desemprego.
As guerras civis e até mesmo conflitos internacionais estão também na causa da fome, direta ou indiretamente, como na destruição de áreas plantadas e da infraestrutura produtiva, na flutuação de preços dos alimentos internacionalmente, no impedimento dos fluxos de comércio internacional, dentre outros fatores. De acordo com o Índice Global da Fome (GHI, na sigla em inglês), os conflitos foram e continuam sendo os principais causadores da fome no mundo.
A concentração de terras e de recursos naturais e o manejo impróprio desses recursos podem também ocasionar ou aprofundar a fome no mundo. Esses são apenas alguns dos motivos que estão por trás da fome no mundo atual, existindo diversos outros que nos auxiliam a entender a origem do fenômeno.
É importante ressaltar que a fome não é causada somente por fatores antrópicos. Existem fenômenos e condições naturais que também resultam na escassez de alimentos e ampliam o problema. Dentre eles, citamos os seguintes:
mudanças climáticas;
climas áridos, com baixa disponibilidade hídrica;
secas severas, marcadas por períodos longos de estiagem;
pragas nas lavouras e doenças que acometem plantas e animais;
ocorrência de tornados, furacões, terremotos, tsunamis, inundações;
outros fenômenos climáticos e atmosféricos, como El Niño, La Niña etc.
Ranking da fome no
mundo
O relatório mais recente da FAO sobre a segurança alimentar e a fome no mundo mostram que pouco mais da metade das 811 milhões de pessoas que sofrem com a escassez de alimentos no planeta vive no continente asiático, o que equivale a 418 milhões de indivíduos ou 9% da população local. Na África, cerca de 21% da população vive diariamente com a insegurança alimentar grave, o que corresponde a 282 milhões de pessoas, cerca de um terço da população faminta do mundo. Outros 9,1% dessa população estão concentrados na América Latina e Caribe.
Levando em consideração a fome por país, apresentamos abaixo o ranking dos 10 países em que esse problema aparece de forma mais alarmante, de acordo com o Índice Global da Fome. Com exceção da Síria e do Iêmen, os demais são países situados no continente africano.
1º: Somália
2º: Burundi
3º: Comores
4º: Sudão do Sul
5º: Síria
6º: Iêmen
7º: República Centro-Africana
8º: Chade
9º: República Democrática do Congo
10º: Madagascar
Tipos de fome no mundo
São identificados três tipos diferentes de fome no mundo. Apresentamos abaixo uma breve descrição de cada um deles.
Fome aguda: caracterizada pela desnutrição durante um período determinado, que pode ser ocasionada por fatores de ordem natural ou por crises políticas e econômicas. É o tipo mais severo de fome e que geralmente acomete pessoas que já se encontram em situação de fome crônica.
Fome crônica: estado duradouro de desnutrição, geralmente associada à condição de pobreza em que os recursos disponíveis são insuficientes para a aquisição de alimentos e outros cuidados pessoais.
Fome oculta: a alimentação realizada é incompleta, sendo marcada pela falta de nutrientes essenciais que podem afetar a saúde do indivíduo e o seu desenvolvimento, no caso de crianças e recém-nascidos. São esses nutrientes o ferro, vitamina A e iodo, por exemplo.
História da fome no
mundo
A fome é uma condição que está presente no mundo desde a implementação da agricultura e da criação de animais para a alimentação, variando em escala e em intensidade de acordo com o país e suas respectivas condições locais (conflitos, população, renda, demanda por alimentos) e com os eventos históricos em curso.
Em períodos que precederam o advento do capitalismo e da comercialização das lavouras, muitos países já sofriam com a fome decorrente de condições climáticas adversas, como as secas severas que acometeram países da África, especialmente na região que era conhecida como Alto Egito, das Américas e da Ásia. Os efeitos adversos de mudanças climáticas localizadas ocasionaram um período de perda de lavouras e fome na Europa do século XVI devido ao frio intenso, o que ficou conhecido como Pequena Era do Gelo.
O aperfeiçoamento das técnicas produtivas e a comercialização da produção agrícola a partir dos séculos XVI e XVII permitiram a redução da fome em algumas áreas da Europa, mas, em contrapartida, os processos de colonização e neocolonialismo do século XIX, assim como a escalada de conflitos locais, ampliaram a dimensão desse fenômeno em outras regiões do planeta, como foi o caso também do continente africano e do continente asiático.
Crises de grande escala, como a crise econômica de 1929, que teve início nos Estados Unidos, e ambas as Guerras Mundiais, que aconteceram na primeira metade do século XX, ocasionaram períodos de escassez nos continentes americano e europeu, acometendo principalmente as camadas mais pobres da população.
Transformações políticas internas, crises conjunturais localizadas e conflitos civis foram as causas de muitos períodos de fome que vitimaram pessoas em países asiáticos e africanos durante a segunda metade do século XX. Além dos fatores expostos anteriormente, a fome no mundo tem se intensificado em decorrência de crises sanitárias e também de mudanças climáticas, que transformaram o padrão dos fenômenos atmosféricos, tornando eventos antes raros (secas intensas, grandes tempestades, inundações) cada vez mais frequentes.
Os esforços para o combate à fome no mundo tiveram início após o final da Segunda Guerra Mundial, com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e das suas agências especializadas que lidam diretamente com o problema em diversos países. Hoje, além da ONU, muitas organizações não governamentais lidam com a questão da fome em escala nacional e regional.
Fome no Brasil
A fome é uma realidade no Brasil e afeta, hoje, 33,1 milhões de pessoas. Esse valor corresponde a 15,5% de toda a população do país. A maior parcela da população que convive diariamente com a escassez de alimentos está localizada nas regiões Norte e Nordeste, onde cerca de 40% das famílias apresenta insegurança alimentar grave ou moderada.
As causas da fome no território nacional são várias, dentre as quais podemos citar a pobreza e as desigualdades sociais, a distribuição desigual de alimentos, a flutuação dos preços dos alimentos e o menor número de políticas públicas voltadas ao combate à fome. Mais recentemente, a pandemia de covid-19 aprofundou os problemas socioeconômicos do país, levando a um agravamento da insegurança alimentar.
Consequências da fome
no mundo
A fome apresenta consequências graves para a saúde dos indivíduos. Dentre os efeitos da fome e da privação de alimentos podemos citar a deficiência de vitaminas, a subnutrição e a desnutrição, caracterizada pela falta de nutrientes essenciais para a manutenção das funções do corpo humano. Essa condição pode comprometer o organismo e facilitar a ocorrência de outras doenças pela redução da imunidade, além de afetar a saúde mental e o desenvolvimento de crianças e recém-nascidos. Nos casos mais severos, a desnutrição impede a absorção de nutrientes e pode também levar o indivíduo à morte, sendo essa a consequência mais grave da fome no mundo.
Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Avaliação Comum:
Critérios:
Participação nas atividades em grupo.
Capacidade de compreender o texto e formular ideias.
Clareza nas apresentações das propostas de pesquisa.
Avaliação Flexibilizada (para alunos com déficit intelectual que sabem
ler):
Adaptações:
Oferecer mais tempo para leitura e interpretação do texto.
Utilizar questões simplificadas, como:
"Quais são os problemas que você encontrou no texto?"
"O que você acha que poderia ser feito para resolver o problema?"
Estimular a participação oral ou em pequenos grupos.
Permitir que as ideias sejam apresentadas de forma mais visual, como por meio de desenhos ou esquemas simples.
Nossa aula foi:
EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
Definir recorte temático dentro da problemática em estudo.
Tema
Tema
Objetivos da Aula:
Apresentar aos alunos a importância da pesquisa científica no entendimento e solução de problemas sociais, ambientais e históricos.
Oferecer exemplos de questões-problema para estimular a criação de projetos futuros.
Desenvolver habilidades de leitura, análise crítica e discussão em grupo.
Incentivar os alunos a identificar temas de interesse para futuros projetos de pesquisa.
Para tanto nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Iniciar a aula com uma conversa sobre o que é Iniciação Científica e o seu papel na resolução de problemas.
Explicar o conceito de questão-problema em um projeto de pesquisa.
Entregar o texto sobre uma questão-problema escolhida, como “Por que existe fome no mundo?” ou “Como quebrar as barreiras entre as classes sociais?”.
Fazer a leitura coletiva ou individual, garantindo que todos compreendam o texto.
Levantar questionamentos e estimular a troca de ideias entre os alunos sobre possíveis causas, consequências e soluções para o problema.
Dividir os alunos em grupos. Cada grupo escolherá uma das questões-problema apresentadas e deverá propor:
Uma hipótese inicial.
Possíveis etapas de pesquisa para investigar o tema.
Métodos de coleta de informações, como entrevistas ou pesquisas em fontes confiáveis.
Cada grupo compartilhará suas ideias com a turma.
O professor fará comentários e orientações sobre como transformar essas ideias em projetos de pesquisa.
Retomar os principais pontos discutidos.
Explicar que nas próximas aulas outros temas, como “Como os lixos no espaço sideral podem afetar o sistema solar?”, “Como curar o TDAH?” e “Como surgiu o histórico de todos os campeonatos de futebol?”, serão explorados.
MATERIAL:
Fome no mundo
Os conflitos e as guerras estão entre as principais causas da fome no mundo. Hoje, mais de 800 milhões de pessoas convivem com esse problema, especialmente na África e Ásia.
A fome no mundo afeta hoje 811 milhões de pessoas, concentrando-se principalmente nos continentes africano e asiático. Essa condição é caracterizada pela falta de nutrientes essenciais para a manutenção do organismo e é causada por diversos fatores, como a pobreza, as desigualdades sociais, as crises econômicas, os conflitos e guerras civis e internacionais, além de ser intensificada pela crise climática e fenômenos como secas severas e inundações. As consequências da fome no mundo vão desde a subnutrição até a morte por desnutrição nos casos de maior gravidade.
Resumo sobre a fome no mundo
A fome é um problema que afeta 811 milhões de pessoas em todo o mundo.
Os fatores que causam a fome no mundo são vários, dentre os quais estão a desigualdade social, a pobreza, os conflitos e guerras, as crises econômicas, a má distribuição de alimentos e o manejo inadequado dos recursos naturais.
Condições climáticas e fenômenos naturais, como as mudanças climáticas, inundações e secas severas, podem também causar ou agravar a fome no mundo.
A fome pode ser classificada em aguda (temporária), crônica (duradoura) e oculta (falta de nutrientes fundamentais).
A África e a Ásia são os continentes que concentram a maior parcela da população faminta do mundo.
A fome é uma realidade também no Brasil, afetando 15,5% da população do país.
A desnutrição é a principal consequência da fome, podendo levar ao aparecimento de doenças correlatas e até à morte.
A fome é definida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) como a dor ou desconforto que decorre do consumo insuficiente de nutrientes responsáveis pelo fornecimento de energia ao corpo humano. Ela é compreendida também como um fenômeno que acomete uma parte da sociedade e tem as suas causas associadas a questões econômicas, sociais, políticas e de organização espacial, além de apresentar dimensões naturais relacionadas ao clima e aos recursos naturais.
A desigualdade socioeconômica é uma das principais causas da fome. Esse aspecto é característico do sistema econômico vigente em praticamente todos os países, sendo marcado pela enorme discrepância entre a renda e a qualidade de vida da parcela mais abastada da população e da parcela mais pobre, que forma um grupo maior de pessoas. Associada às desigualdades socioeconômicas está a pobreza e a insegurança alimentar em todos os níveis, sendo a fome considerada insegurança alimentar severa.
Além da má distribuição da renda, a distribuição desigual de alimentos pelo mundo faz com que haja escassez em muitas áreas. Soma-se a isso outras questões, como o desperdício e o modelo de produção agroexportador vigente em diversos países, como no Brasil, os quais enviam boa parte do que é cultivado para o processamento em outros territórios, que, em alguns casos, destinarão esses produtos a outros fins que não a alimentação direta (produção de óleos e ração animal, por exemplo).
Crises políticas, econômicas e sanitárias (como pandemias) também aprofundam os problemas sociais que são responsáveis por ampliar o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, como a redução da renda e do poder de compra da população e o desemprego.
As guerras civis e até mesmo conflitos internacionais estão também na causa da fome, direta ou indiretamente, como na destruição de áreas plantadas e da infraestrutura produtiva, na flutuação de preços dos alimentos internacionalmente, no impedimento dos fluxos de comércio internacional, dentre outros fatores. De acordo com o Índice Global da Fome (GHI, na sigla em inglês), os conflitos foram e continuam sendo os principais causadores da fome no mundo.
A concentração de terras e de recursos naturais e o manejo impróprio desses recursos podem também ocasionar ou aprofundar a fome no mundo. Esses são apenas alguns dos motivos que estão por trás da fome no mundo atual, existindo diversos outros que nos auxiliam a entender a origem do fenômeno.
É importante ressaltar que a fome não é causada somente por fatores antrópicos. Existem fenômenos e condições naturais que também resultam na escassez de alimentos e ampliam o problema. Dentre eles, citamos os seguintes:
mudanças climáticas;
climas áridos, com baixa disponibilidade hídrica;
secas severas, marcadas por períodos longos de estiagem;
pragas nas lavouras e doenças que acometem plantas e animais;
ocorrência de tornados, furacões, terremotos, tsunamis, inundações;
outros fenômenos climáticos e atmosféricos, como El Niño, La Niña etc.
O relatório mais recente da FAO sobre a segurança alimentar e a fome no mundo mostram que pouco mais da metade das 811 milhões de pessoas que sofrem com a escassez de alimentos no planeta vive no continente asiático, o que equivale a 418 milhões de indivíduos ou 9% da população local. Na África, cerca de 21% da população vive diariamente com a insegurança alimentar grave, o que corresponde a 282 milhões de pessoas, cerca de um terço da população faminta do mundo. Outros 9,1% dessa população estão concentrados na América Latina e Caribe.
Levando em consideração a fome por país, apresentamos abaixo o ranking dos 10 países em que esse problema aparece de forma mais alarmante, de acordo com o Índice Global da Fome. Com exceção da Síria e do Iêmen, os demais são países situados no continente africano.
1º: Somália
2º: Burundi
3º: Comores
4º: Sudão do Sul
5º: Síria
6º: Iêmen
7º: República Centro-Africana
8º: Chade
9º: República Democrática do Congo
10º: Madagascar
São identificados três tipos diferentes de fome no mundo. Apresentamos abaixo uma breve descrição de cada um deles.
Fome aguda: caracterizada pela desnutrição durante um período determinado, que pode ser ocasionada por fatores de ordem natural ou por crises políticas e econômicas. É o tipo mais severo de fome e que geralmente acomete pessoas que já se encontram em situação de fome crônica.
Fome crônica: estado duradouro de desnutrição, geralmente associada à condição de pobreza em que os recursos disponíveis são insuficientes para a aquisição de alimentos e outros cuidados pessoais.
Fome oculta: a alimentação realizada é incompleta, sendo marcada pela falta de nutrientes essenciais que podem afetar a saúde do indivíduo e o seu desenvolvimento, no caso de crianças e recém-nascidos. São esses nutrientes o ferro, vitamina A e iodo, por exemplo.
A fome é uma condição que está presente no mundo desde a implementação da agricultura e da criação de animais para a alimentação, variando em escala e em intensidade de acordo com o país e suas respectivas condições locais (conflitos, população, renda, demanda por alimentos) e com os eventos históricos em curso.
Em períodos que precederam o advento do capitalismo e da comercialização das lavouras, muitos países já sofriam com a fome decorrente de condições climáticas adversas, como as secas severas que acometeram países da África, especialmente na região que era conhecida como Alto Egito, das Américas e da Ásia. Os efeitos adversos de mudanças climáticas localizadas ocasionaram um período de perda de lavouras e fome na Europa do século XVI devido ao frio intenso, o que ficou conhecido como Pequena Era do Gelo.
O aperfeiçoamento das técnicas produtivas e a comercialização da produção agrícola a partir dos séculos XVI e XVII permitiram a redução da fome em algumas áreas da Europa, mas, em contrapartida, os processos de colonização e neocolonialismo do século XIX, assim como a escalada de conflitos locais, ampliaram a dimensão desse fenômeno em outras regiões do planeta, como foi o caso também do continente africano e do continente asiático.
Crises de grande escala, como a crise econômica de 1929, que teve início nos Estados Unidos, e ambas as Guerras Mundiais, que aconteceram na primeira metade do século XX, ocasionaram períodos de escassez nos continentes americano e europeu, acometendo principalmente as camadas mais pobres da população.
Transformações políticas internas, crises conjunturais localizadas e conflitos civis foram as causas de muitos períodos de fome que vitimaram pessoas em países asiáticos e africanos durante a segunda metade do século XX. Além dos fatores expostos anteriormente, a fome no mundo tem se intensificado em decorrência de crises sanitárias e também de mudanças climáticas, que transformaram o padrão dos fenômenos atmosféricos, tornando eventos antes raros (secas intensas, grandes tempestades, inundações) cada vez mais frequentes.
Os esforços para o combate à fome no mundo tiveram início após o final da Segunda Guerra Mundial, com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e das suas agências especializadas que lidam diretamente com o problema em diversos países. Hoje, além da ONU, muitas organizações não governamentais lidam com a questão da fome em escala nacional e regional.
A fome é uma realidade no Brasil e afeta, hoje, 33,1 milhões de pessoas. Esse valor corresponde a 15,5% de toda a população do país. A maior parcela da população que convive diariamente com a escassez de alimentos está localizada nas regiões Norte e Nordeste, onde cerca de 40% das famílias apresenta insegurança alimentar grave ou moderada.
As causas da fome no território nacional são várias, dentre as quais podemos citar a pobreza e as desigualdades sociais, a distribuição desigual de alimentos, a flutuação dos preços dos alimentos e o menor número de políticas públicas voltadas ao combate à fome. Mais recentemente, a pandemia de covid-19 aprofundou os problemas socioeconômicos do país, levando a um agravamento da insegurança alimentar.
A fome apresenta consequências graves para a saúde dos indivíduos. Dentre os efeitos da fome e da privação de alimentos podemos citar a deficiência de vitaminas, a subnutrição e a desnutrição, caracterizada pela falta de nutrientes essenciais para a manutenção das funções do corpo humano. Essa condição pode comprometer o organismo e facilitar a ocorrência de outras doenças pela redução da imunidade, além de afetar a saúde mental e o desenvolvimento de crianças e recém-nascidos. Nos casos mais severos, a desnutrição impede a absorção de nutrientes e pode também levar o indivíduo à morte, sendo essa a consequência mais grave da fome no mundo.
Professora de Geografia
Avaliação Comum:
Critérios:
Participação nas atividades em grupo.
Capacidade de compreender o texto e formular ideias.
Clareza nas apresentações das propostas de pesquisa.
Adaptações:
Oferecer mais tempo para leitura e interpretação do texto.
Utilizar questões simplificadas, como:
"Quais são os problemas que você encontrou no texto?"
"O que você acha que poderia ser feito para resolver o problema?"
Estimular a participação oral ou em pequenos grupos.
Permitir que as ideias sejam apresentadas de forma mais visual, como por meio de desenhos ou esquemas simples.